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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Barbara Stanwyck

Há muito tempo devo um post a esta memorável atriz. Mas escrever não é derrubar montes de palavras, apenas. E Barbara merece cada consoante, cada vogal, pontos, vírgulas escritos com carinho e com a paixão que ela devotou a todos os seus personagens.
Nasceu Ruby Stevens no bairro do Brooklyn, Nova York, em 1907. Seu pai abandonou a família pouco depois da morte de sua mãe, quando ela tinha apenas dois anos de idade. Coincide muito com Marilyn Monroe, sua história de infância: passou de lar em lar, incluindo a casa de sua irmã Mildred, mas não ficou por lá. Passando a jovem por sua última família, por quem foi novamente deixada de lado, foi à luta até se tornar corista aos 15 anos de idade, participando do "Ziegfeld Follies", em 1922.
Em meados dos anos 20, já fazendo shows, mudou seu nome para Barbara Stanwyck. Com Broadway Nights o sucesso foi estupendo, com quase 400 apresentações, caminho para Hollywood, onde estreou, sem êxito, The Locked Door, depois de ter conhecido e se casado com o artista Frank Fay.
Desde então, sua carreira deslanchou em filmes como Night Nurse(1931), The Bitter Tea of generalYen(1933), Serpentes de Luxo - Baby Face(1933), His Brother's Wife(1936), Stella Dallas(1937), Lady's Eve(1941), com Henry Fonda, Bolas de Fogo - Balls of Fire(1941), Lady of Burlesque(1943), Pacto de Sangue(1944),  Christmas in Connecticut(1945), My Reputation(1946), o grande The Strange Love of Martha Ivers - O Tempo Não Apaga(1946), com um estreante Kirk Douglas, Uma Vida Por UmFio - Sorry, Wrong Number(1948), dentre outros.
Em toda a extensa carreira de Barbara Stanwyck não há como ficar inerte às emoções que seus personagens trágicos transmitiam, como na cena final de Stella Dallas(1937), em que ela, mesmo rejeitada pela filha, não se contenta em ficar longe e fica expiando pelo portão o casamento da menina. A câmera fecha em close. Não saem palavras, mas seu rosto expressa todo o sentimento daquela mãe; aqueles olhos profundos e tristes. A beleza é explendorosa. A arte no seu mais puro ofício. Barbara não precisava de palavras para nos fazer entender o que sentia no momento, pois todo grande ator é assim: nós rimos, choramos, ficamos enraivecidos, furiosos, apaixonados. Às vezes nos identificamos. Apenas com um olhar, um gesto.
Em Christmas em Connecticut(1945) ela está leve, descompromissada, como uma pluma, mas suas cenas tentando cuidar de um bebê ou enganando que sabe cozinhar nos diverte, é puro deleite.
Em The Lady's Eve(1941) Barbara é a pilantra, golpista, safada, mas torcemos por ela e rimos com ela. De novo ela diverte.
A pilantra, golpista, safada se repete em Pacto de Sangue(1944), mas dessa vez a audiência se enfurece. É praticamente o mesmo personagem, porém construído de outra forma. Explêndida Barbara!
Um dos filmes que destaco em sua carreira é Sorry, Wrong Number(1948). Sua personagem, inválida e hipocondríaca, em cima de uma cama teve vários trechos de monólogo, seu desespero crescendo cada vez mais, seu achismo em "tudo quero e tudo posso ter" é contagiante. Ao final, o berro que passa de desesperado para desenfreado, pois a morte chegou e ela nada mais pode fazer. Soberbo. 
Apresentava e interpretava seus mini filmes no The Barbara Stanwyck Show, entre 1960 a 1961, mas foi com a série The Big Valley que seu sucesso se transferiu para a TV. Repetiu o êxito com a mini-série Os Pássaros Feridos(1983).
Assistir a um filme com Barbara Stanwyck é se envolver em tudo o que ela nos pôde oferecer, sempre com muita paixão, com muito esmero, seja qual for o gênero. Tudo nela nos era mostrado de forma elegante, até na sensualidade. Sua maneira de andar, de se vestir, de olhar para seus pares românticos. Considero Stanwyck uma das mulheres mais sensuais da história do cinema, mesmo não tendo a tal beleza padrão. Adoro-a do jeito que ela era. Talvez, com intervenção cirúrgica no nariz, perderia parte de seu encanto. Sua arte pode não ter sido reconhecida pela Academia(foi nomeada 4 vezes e perdeu em todas elas) mas em contraponto, fica em Barbara a certeza de que não se deixa de ser grandioso quando não se leva uma estatueta para casa. E a pergunta que a jornalista Marília Gabriela fez para um de seus entrevistados certa vez, eu refaço: "Afinal, pra quê serve um prêmio?"

Barbara Stanwyck: 1907-1990

9 comentários:

Júnia disse...

Barbara Stanwyck,
beleza como nunca vi igual.Parabens pela postagem

disse...

Olá, Dani! Você ganhou um selinho de Blogueira Amiga! Parabéns! Passe no meu blog para pegar. Beijos, Lê

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Stanwyck é a melhor de todas.
Insuperável.
Se juntar talento, beleza, inteligência, caráter e uma carreira longa e impecável, ela ganha disparado de qualquer outra, até de Bette Davis.
E vc acredita que ainda não escrevi nada sobre ela no meu blog?
Beijos.
Gostei.

www.ofalcaomaltes.blogspot.com

Daniele Moura disse...

ôpa, Lê! Muitíssimo obrigada! Vou lá pegar!

Júnia, também a acho bonita. Ela era especial.
Antonio, eu também acho Barbara melhor que Bette. E olha que eu adoro Bette, hein! Mas já ouvi várias pessoas falarem que ela era melhor atriz que davis e hoje concordo. Escreva sobre ela!!!

Beijinhos,
Dani

Rubi disse...

Sem dúvidas além de bonita era talentosa.
Uma atriz incrível e inigualável, uma pena ter nos deixado tão cedo, não ?
Parabéns pelo post, e por imortalizar essas figuras do cinema.

Daniele Moura disse...

Ah, essas pessoas tinham que ser imortais!
Barbara fazia jus ao nome! É uma das minhas atrizes favoritas.
Beijo
Dani

Ana disse...

Minha atriz preferida, uma das razões que fizeram com que eu me apaixonasse por cinema clássico! Barbara era única, versátil, esplêndida, forte e competente. Inspirou, inclusive, o nome que darei à minha filha. Parabéns por esse excelente post.

Daniele Moura disse...

Ana,
concordo. Quanto ao nome, se eu tiver uma menina algum dia colocarei o nome de Laura, por causa do filme noir que eu tanto amo!
Um abraço
Dani

Anônimo disse...

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