Todos os textos contidos neste blog são de propriedade intelectual da autora. Proibida reprodução total ou parcial sem autorização.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Um pequeno comentário sobre esta imagem...


Penso que a mais bela história de amor do cinema foi lançada pelos estúdios Disney: A DAMA E O VAGABUNDO, 1955. Uma mesinha com toalhinha quadriculada, uma garrafa de vinho e um prato de macarronada serviam o casal de cachorrinhos, que nos remetem ao Romeu e Julieta de Shakespeare. A velha história do casal que não pode se amar por algum motivo estúpido imposto pela sociedade. No caso deles, o pedigree. Ela, uma cadelinha de raça e ele, um cãozinho vira-lata. Cheios de amor, eles invadem as telas de várias gerações, emocionando com esta cena belíssima do fio de macarrão que pegam juntos, terminando em um beijo. Tanta beleza e sentimento.
Assisti esta semana a esta fofura e fiquei entre a emoção e o encantamento. A maioria das músicas que contam a história deste adorável casal de cachorrinhos foi composta por Peggy Lee e Sonny Burke, bem como a voz de Peggy se encontra em várias músicas no filme - até o tema dos gatos siamenses: "The Siamese cat Song". Além de ser uma das principais contribuidoras musicais desta história, Peggy Lee dá voz à personagem Darling, a dona de Lady - a bela cocker spaniel dourada, de longas orelhas!!
Além de ser um hino ao amor em forma de desenho animado, A DAMA E O VAGABUNDO também celebra a liberdade, principalmente através do personagem Tramp, o cãozinho arteiro, descolado e vagabundo que não vê nenhuma possibilidade de estar um dia com um dono. Para ele, o dono é sinal de aprisionamento dentro de uma casa de humanos e a coleira é o símbolo maior da prisão, o que ele e seus amigos  chamam de "crachá".
Para acentuar mais ainda a questão da liberdade, o filme mostra os cachorros várias vezes ameaçados pela carrocinha. Até Lady é presa e acaba por ver a triste realidade dos cães que adoecem ou perdem membros do corpo: a morte. Claro que apesar de emocionar, tudo é mostrado de forma bem leve. Outra cena belíssima é o idílio amoro de Lady e Tramp no parque: a câmera abre e mostra uma visão do verde do lugar e dois casais de apaixonados - um de humanos e o amor dos dois bichinhos, apreciando o luar.
Coisa mais linda, sensível, que tentou e conseguiu aproximar o tipo de relacionamento que tem o homem e o animal. Tramp é o garanhão, que desperta o saudosismo de Peg, uma das cadelinhas presas pela carrocinha. "Que cachorro", ela diz. De uma certa forma entra no tema do "amor verdadeiro, quando encontrado, muda qualquer um".
Feliz dia dos namorados!

5 comentários:

disse...

A cena do beijo dos dois é antológica, cheia de lirismo e imitada diversas vezes. Super criativo!
Beijos!

Corto Blog Maltese disse...

Verdade. Uma das grandes cenas de beijo do cinema saiu desse desenho animado.

Faroeste disse...

A Dama e o Vagabundo é nada além de uma fantasia sem limites. Linda, bem feita, deliciosa, emocionante, culta e muito mais. Porém, tudo o que saiu de Walt Disney jamais deixou de encantar ao mundo. Não devemos esquecer de Fantasia, Bambi, Branca de Neve etc, etc. São todos espetáculos maravilhosos, e mais; espetáculos apreciados por todas as idades.
jurandir_lima@bol.com.br

Rubi disse...

Uma das animações mais bonitas que já vi. Simples e marcante. Me lembro que quando assisti pela primeira vez A Dama e o Vagabundo, fiquei encantada com tudo, mas essa cena me marcou de uma forma... que até hoje me emociona. Mesmo depois de tanto tempo.

*Em relação ao seu comentário, ainda não sei se essa exposição passará pelo Rio. Mas assim que souber de alguma coisa volto aqui pra te informar, ok?

Abraços!

Daniele Rodrigues de Moura disse...

Ok, Rubi, obrigada!

Sobre o filme, estou cada vez mais apaixonada!!! Que coisa mais fofa!
Um abraço
Dani