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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Love is a Many Splendored Thing (1955)



Uma das minhas últimas aquisições em dvd, "Suplício de Uma Saudade", é um dos filmes da lista que eu já tinha visto várias vezes mas precisava comprar imediatamente e...nada. A grana sempre curta me colocava na frente dele nas lojas e eu, ali enamorada por aquele clássico romântico. Tão romântico como por muitas vezes eu sonhei nos meus devaneios de menina-mulher. Até que esta semana eis que surgiu a oportunidade de ter para sempre em minha prateleira este renomado drama, dirigido por Henry King, vencedor de 3 Academy Awards em 1955: Desenhista de figurino à cores; melhor trilha sonora e melhor canção original(o tema título do filme). Aliás, a canção original vencedora já daria um post à parte, de tão bela e profunda que é: Love is a Many Splendored Thing não foi só o tema do casal vivido por Jennifer Jones e William Holden, mas com certeza de muitos outros, para várias gerações. Tanto é que ela me emociona também.

A história de amor de uma eurasiana por um médico americano, dividida entre o medo de não pertencer mais à sua terra, a China e de ser preterida por seu povo poderia por muitos ser comparada à Romeu e Julieta, de Shakespeare. Poderia, se não fosse uma história real: o roteiro de John Patrick é baseado na obra de Han Suyin, lançado em 1952. A fotografia de Hong kong é outra obra de arte , além do desempenho dos atores principais. A cena em que  a Dra. Suyin recebe a última carta de Mark e sabe que ele "finalmente havia parado de roer as unhas" é a melhor cena de Jennifer no filme. Ela vai correndo contar para sua amiga , tomada de emoção, que agora ele era finalmente dela, pois estava seguro de si: havia parado de roer as unhas. Não sei se os jovens de hoje teriam paciência para assistir a um filme desses...Bem, acho que depois de "Diários de Uma Paixão", que é bem romântico e melodramático e foi muito bem aceito por eles...hmmm...sim, pode ser. A questão é que o cinema ficou tão cheio de ação, super-heróis e super produções com mega efeitos especiais, que as novas gerações não receberam o delicioso presente de crescer com o romance, com o sonho, que é tão legal. A culpa não é dos jovens. É dos produtores de Hollywood, que só pensam em faturar. Então quando vem um "Titanic", um "Diários de Uma Paixão" as pessoas voltam a sonhar. Isso prova que as audiências nunca deixarão de gostar de filmes desse gênero. Eles sempre farão sucesso. Afinal, até para o box office, existe coisa mais esplendorosa do que o amor?

2 comentários:

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Olá, Daniele!


Você acabou de ganhar o espanhol PRÊMIO DARDOS pela divulgação cultural que faz no seu blog. Passe no meu para pegá-lo, ok! Veja o post inicial.

www.ofalcaomaltes.blogspot.com

O prêmio vem com as seguintes regras:

- Exibir a imagem do selo no seu blog;
- Linkar o blog pelo qual recebeu a indicação;
- Escolher outros blogs para receber o Selo Dardos;
- Avisar aos escolhidos.

Abração
Antonio Nahud Júnior

Tertúlias... disse...

Parabéns Daniele por ese Blog tao informativo! Adorei! (E já incluí nos quais eu sigo).
Ricardo