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sábado, 25 de agosto de 2012

Jean Harlow

Ótima comediante, é sempre um deleite ver e ouvir Jean Harlow. O rostinho de menina. O corpo de mulher. Na interpretação, várias facetas. A veia cômica irresistivelmente marcante.
Infelizmente foi vítima de um abuso que lhe custou a vida. Jean, toda machucada por seu então marido, Paul Bern, correu à casa de seu agente e foi socorrida pela esposa dele, Beatrice. Ele a machucou pois não conseguiu fazer amor com ela na noite de núpcias. Bern se matou com um tiro e se corpo foi encontrado na mansão do casal, junto com um bilhete para Jean. 5 anos depois do ocorrido, Harlow filmava outra parceria com Clark Gable, SARATOGA. Com o filme quase completo, teve um colapso no set. Internada, sua mãe , Mama Jean, adepta da Scientologia, não permitiu que a filha fosse medicada. Acontece que Harlow já estava doente desde aquela noite de núpcias. Segundo ela mesma, Bern era um pervertido sexual e além de ter dado com a bengala na jovem esposa até lhe deixar bolhas nas costas, ele também a mordeu, deixando vários hematomas pelo corpo da bela estrela. Isso levou Jean a chamá-lo de "Canibal" e "homenzinho nojento". Imaginem quantas coisas Jean poderia ter feito se não tivesse ido tão jovem, aos 26 anos? Teria terminado a década de 30 bem, com seu talento espalhado pelo mundo. Poderia ter entrado na década seguinte mais amadurecida, como atriz e mulher. Se apaixonara por William Powell, seu colega de cena no excelente LIBELED LADY(1936). Eles estavam noivos e o futuro parecia ótimo para ambos. A fatalidade os afastou.
Inesquecível sua cena, cheia de tule, deitada na cama em JANTAR ÀS 8(1933) toda dondoca e perua, comendo bombons de uma caixinha luxuosa. Experimentando um novo chapéu e chamando o médico para vê-la de uma maneira ...digamos...especial! E que dupla ela fazia com Wallace Beery, por quem ela tinha uma aversão terrível. Suas cenas com ele são os pontos altos do filme, somando às cenas da personagem de Billie Burke - a socialite falida.
Maravilhosa e eterna Jean Harlow.




Após sua morte, SARATOGA foi finalizado com uma dublê e lançado nos cinemas. Na década de 50, RED DUST(1932) teve refilmagem com o título de MOGAMBO, estrelando Gable no mesmo papel junto a Grace Kelly e Ava Gardner.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Joan Crawford em GRAND HOTEL , 1932

Ela roubou a cena de Garbo neste filme dirigido por Edmund Goulding. A trama gira em torno de hóspedes de um luxuoso hotel. Suas histórias são dramáticas: um barão falido, uma bailarina em fim de carreira, um empresário durão e seu empregado, tentando aproveitar os últimos dias apreciando o que há de bom na vida. A estenógrafa interpretada por Joan se apaixona pelo barão, mas é escravizada pelo empresário vivido por Wallace Beery. Se alguém que nunca viu ou não tem a menor ideia do que era o glamour da Hollywood da era de Ouro, basta ver este filme. Aliás, como uma imagem vale mais do que mil palavras, me despeço com o glamour em forma de mulher. Abaixo, Joan Crawford em Grand Hotel, Oscar de melhor filme. E que filme!!!



sábado, 11 de agosto de 2012

Feliz Dia dos Pais!!!

Liza Minnelli tinha verdadeira adoração por seu pai, o diretor Vincente Minnelli. Acredito que ele foi o grande amor de sua vida. Ela sempre fala nele com um carinho muito grande. E o mais lindo: vemos o brilho em seus olhos. Tenho o show fabuloso de Liza no Radio City Music Hall, templo das artes em Nova York, e em um determinado e mágico momento, ela dedica a ele um longo tempo. Com os olhos brilhando ela conta, inclusive, que os primeiros trabalhos de Minnelli foram ali, no Radio City. Fala com intensa paixão de sua obra, paixão tamanha, que percebemos que a arte e a pessoa dele se fundiam. Logo, ele era tão grandioso artista por causa de sua sensibilidade, por ser humano.
Ocorre um sentimento muito especial normalmente entre filhos e pais, tanto meninos quanto meninas. É tão bom passar momentos com eles. Uma simples conversa, um abraço, um beijinho naquele rostinho envelhecido de tanta sabedoria. Um passeio com papai...contemplar o céu azul ao lado dele. Nossa alma é a verdadeira morada da felicidade e estas pequenas coisas fazem da nossa vida mais completa, mais doce e inocente. Portanto, se Deus nos deu um pai, devemos aproveitar cada segundo que temos ao seu lado. Oferecer-lhe carinho, retribuir todo o amor que ele tanto nos dispensou, por toda a vida. Pedir desculpas quando erramos. Pensar em voltar atrás, tentando compensar um erro com verdadeiras atitudes de um filho: a gentileza e o amor. O afeto inabalável.
Coisa mais linda do mundo é o amor de um pai! Aquele que sofreu pra você nascer, correu pelo hospital, pedindo ajuda, saiu nas ruas, a fim de encontrar uma solução, para que seu tão esperado filho nascesse. Aquele que arrisca sua vida pela sua. Que te defende até o fim. Que está ao seu lado e você sabe plenamente que nunca vai lhe trair, caçoar ou trocar o seu amor pelo de outra pessoa. Amor incondicional o de um pai. Inesgotável fonte de riqueza, da mais pura intenção. Te ama pelo que você é e mesmo que o decepcione, ele lhe perdoará, pois a fonte de seus sentimentos nunca seca em situações difíceis. Ele vai sentir as suas dores e sofrer contigo e enfim se realizará com a sua felicidade.
Emocionante o amor de um pai!