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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Hollywood à vontade - Parte 2

Encontrei mais 2 fotos(por sinal minhas preferidas), desta vez com o tema "café da manhã":

Acorde com Gene Tierney! Parece que existe uma série de fotos dela à mesa. Preciso achar as outras.

Como Marilyn se mantinha em forma? Um ovo cru quebrado dentro de um copo de leite quente e cenouras.

Hollywood à vontade

Gosto muito de ver imagens de astros e estrelas descontraídos, sem toda a produção dos estúdios, que o deixam com  status de Deuses. Artistas são, acima de tudo, seres humanos como outros, portanto eu prezo a imagem de uma atriz sem maquiagem, por exemplo, ao invés de julgá-la, como a mídia e o público fazem hoje. As fotos abaixo mostram um lado mais humanizado de alguns ícones, do jeito que eu prefiro. Espero que curtam!

Bette Davis em casa

Audrey Hepburn em casa

Gene Tierney tomando café

Garbo e Gilbert num intervalo das filmagens de "Love", esperando para serem chamados de volta ao set.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Cinema Clássico ultrapassa 1000 acessos!

Hoje visitei o painel de edição do blog e tive uma grata surpresa: o Cinema Clássico já passou dos 1000 acessos.
Tenho andado ausente estes dias, pois estava fora do Rio, mas fiz questão de entrar num cybercafé e publicar este post comemorativo e agradecer a vocês, que visitam o site e prestigiam sempre!

Um obrigada especial ao Antonio Nahud Junior, do blog O Falcão Maltês: Antonio, prezo muito sua generosidade e força que tem me dado. Obrigada por acreditar em mim e me apoiar neste mundo que é o Jornalismo Cultural. Estrada longa pela frente!

Obrigada por passarem por aqui sempre! Continuem prestigiando!
Um abraço,
Daniele Moura

A foto acima é Marilyn comemorando seu aniversário de 30 anos em sua limusine. Aeroporto de Idlewild. Nova York. 2 de junho de 1956.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A montanha russa de Gene Tierney

Ela deu á luz a uma filha com problemas mentais, surda e parcialmente cega, aos 23 anos. Amava o pai, mas um dia deu o flagra nele e descobriu que ele estava tendo um caso com uma amiga de sua mãe. O pai também a roubou, retirando todo o dinheiro da conta, que administrava. Gene descobriu quando foi pegar o dinheiro para ela, querendo castigar Howard por se opôr a seu romance com o estilista Oleg Cassini. Howard Hugues disse a ela que o quadro de saúde da filha Daria era irreversível. Realmente não teria como alguém escapar dessa tragédia ileso. Mas ela escapou. Por volta de 1950, enquanto filmava "O Gaúcho", começou a sofrer de confusão mental, achando que seus colegas estavam contra ela no set de filmagens. Bom, não se sabe se isso realmente aconteceu...Por causa disso foi internada em uma instituição para tratamento psiquiátrico.
Mas o caso de Daria é um capítulo à parte na vida de Gene. A menina nasceu com todos esses problemas por causa da rubéola que Tierney pegou de uma fã, que queria muito conhecê-la, e que acabara de sair de uma base americana às escondidas só para vê-la. A atriz descobriu isso tempos depois de dar à luz a Daria, através da própria fã e ficou devastada, achando que era a culpada pela desgraça da filha. Definitivamente, o problema de Daria tinha se instalado na vida de Gene....e ela jamais esqueceria. Tierney é o tipo de atriz que nos deixa mais calmo ao vê-la. Tudo nela lembra tranquilidade: sua aparência, seu semblante, seu modo de falar, seus gestos diante das câmeras e sua maneira de andar. E é irônico que uma atriz que tenha passado tanta ternura tenha vivido uma vida contrária a tudo isso que sentimos quando a olhamos. Um dos fatos mais intrigantes da vida de Gene foi o fato de, no início da carreira ter sido "aconselhada" pela FOX a começar a fumar para engrossar sua voz. O motivo dessa decisão, que em 91 a levaria à morte aos 70 anos, de Enfizema, foi o fato de uma revista da época ter arrasado a atriz em sua estréia ao lado de Henry Fonda no filme O RETORNO DE FRANK JAMES. A crítica da época a colocou na lista das dez piores descobertas do ano de 1940, o que a deixou muito triste, principalmente quanto à sua voz na tela grande. Tierney achou que seu timbre de voz era a de uma minnie mouse irritada. O filme, apesar de todos os problemas para a atriz, foi um enorme sucesso e sua carreira começou a crescer cada vez mais. Dentre seus trabalhos mais marcantes estão LAURA(1944), AMAR FOI MINHA RUÍNA(1945), O FIO DA NAVALHA(1946), A LADRA(1949), O DIABO DISSE NÃO(1943), BELLE STAR(1941), TOBACCO ROAD(1941), THE SHANGAY GESTURE(1941), THE SON OF FURY(1942), THE GHOST AND MRS.MUIR(1947), dentre outros. Durante as filmagens de the DRAGONWICK(1946) Gene conheceu um jovem inteligente e promissor que passava pelo set na ocasião. Era John Fitzgerald Kennedy. Os dois começaram um caso de amor, apesar de Tierney ainda estar legalmente casada com Oleg cassini. Só que quando Kennedy se lançou na política disse que não podia se casar com ela porque atrapalharia seus planos, já que era uma mulher divorciada. Isso com certeza foi um golpe terrível. Continuarei a falar de Gene Tierney nos próximos posts. Sua história é muito trágica mas ela sobreviveu a tudo. O único que conseguiu derrotá-la foi o cigarro. Acho que Gene merece uma atenção especial. Uma fantástica atriz que mudava com sutileza seus personagens e arrebatava multidões com sua beleza.

* Esta é uma repostagem de um antigo blog meu que foi fechado.

Os Desajustados Planos

Escrito por Arthur Miller e dirigido por John Houston, "Os Desajustados" estreou em 61, após 3 anos de trabalho árduo. O papel que Marilyn interpretou, Roslyn Tabor, fora um presente do dramaturgo à esposa, e pelas suas falas ficou claro que aquela era a história de vida de marilyn, ou pelo menos parte dela. O fato é que ela se sentia profundamente infeliz durante as filmagens. Era desconcertante interpretar ela mesma, com uma história de vida que a machucou tanto e que a perseguiu até seus últimos dias. Deve ter sido horrível filmar a cena em que Clark Gable a pergunta:
__O que a torna tão triste? Acho que é a mulher mais triste que já conheci.
__Ninguém jamais me disse isso antes.
Seu amigo Rupert Allan, que assistiu às filmagens, recorda que presenciou uma atriz triste, que chorava escondida pelos cantos, profundamante infeliz. Suas palavras retratam exatamente o que acontecia:
"Tínhamos os nossos compromissos com o filme , e o próprio filme se tornara seu inimigo". Apesar de ser uma de suas melhores performances e um de seus melhores filmes, o fato de Miller ter buscado coisas íntimas de Monroe para escrever "Os desajustados" a deixou magoada e só veio  reforçar o que ela tinha dito dez anos antes, no texto abaixo:


Mas afinal, o que é "ser alguém"?

"...não tinha amigos. Tive mestres e pessoas que podia olhar como exemplos...mas ninguém a quem pudesse olhar de igual para igual. Sempre achei que não era ninguém, e que a única maneira de ser alguém era...ora, era ser outra pessoa. Provavelmente era por isso que eu queria representar." Este é um pequeno depoimento de Marilyn que ela concedeu mais tarde à imprensa sobre a época de "Love Nest" e "O Inventor da Mocidade".
Acredito que funciona assim com todos nós. Na vida sempre temos pessoas como exemplos a serem seguidos, mas alguém que combine conosco é muito difícil de encontrar. No caso de Marilyn isso se tornava mais grave pela noção de família que ela não teve. Seu pai jamais quis vê-la e sua mãe viveu a vida inteira presa em um sanatório.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

"The Lost Weekend "- 1945

Os filmes que retratam muito bem os alcoólatras nos impressionam quando têm grandes atuações. É preciso um grande trabalho de pesquisa, um enorme preparo para se interpretar um viciado em bebidas. Ray Milland, em "Farrapo Humano", filme dirigido por Billy Wilder, não ficou para trás: passou por paciente em um hospital para viciados e perdeu o interesse pela comida. Parte desta preparação rendeu um dos maiores estudos de personagens alcoólatras da história do cinema. Duas das cenas que marcam esta produção de 1945 é quando Don Birnam(Milland), desesperado por um drinque, revira seu apartamento de cabeça para baixo à procura de sua garrafa perdida. Ele finalmente encontra a garrafa no teto, pendurada no lustre da sala, mas já se encontra acabado, despedaçado...um farrapo humano como o título em Português muito bem retratou. Mas a cena que ganha de todas por ser a mais forte é quando Don delira naquela mesma sala e começa a ver um morcego entrar pela janela e sobrevoá-lo. Logo depois surge um rato, que roe um buraco imenso na parede e então o morcego o mata, deixando Don Birnam totalmente atordoado. Sua namorada Helen( Jane Wyman), chateada pelas críticas da senhoria do prédio(que numa cena anterior disse que "preferia que ele estivesse morto") tenta entrar no apartamento, graças ao apelo da mesma senhoria. Helen St. James, com Wyman em ótima forma cênica, encontra Don chorando e berrando e pede para que ele, carregado por ela, olhe a parede. Ele vê, então que não existe nenhum buraco. Nada de morcegos ou ratos. Está tudo em sua mente, tomada pelo vício. O mesmo vício que já havia destruído sua auto-estima e dito a ele mesmo que Don Birnam não era ninguém, nem escritor e sim, um alcoólatra. Vivendo de favor na casa do irmão Wick(Philip Terry), sem nenhum livro de sucesso. O personagem mergulha ainda mais no alcoolismo depois que aceita passar um fim de semana na companhia das pessoas que o cercam e o amam. O decadente escritor, ávido por bebida, leva sua ferramenta de trabalho à loja de penhores: a máquina de escrever. Momento bonito porém hipócrita: o barman se recusa a dar-lhe mais álcool.  Um dos pontos altos do filme; que o faz ainda mais encantador é a relação de Milland e Wyman. Apesar de ser muito bem querido por seu irmão Wick(Philip Terry) é em Helen que Don encontra a verdadeira força irmã. Jane Wyman interpreta a namorada que todo homem gostaria de ter depois que assiste a este filme: a amiga e companheira de todas as horas, até de um viciado. Em "Farrapo Humano" não vemos uma relação de desejo entre homem e mulher. Não existe sensualidade. A linguagem cinematográfica de Wilder foi captar a imagem do alcoolismo como tão repugnante a ponto de não existir espaço para o romance: nem o virginal nem o sensual. Helen é a segunda irmã de Don e o filme mostra que é preciso força de vontade, sim, mas sem ajuda e apoio de pessoas queridas, ninguém consegue largar este vício. Acredito que o que tenha estragado o roteiro de "The Lost Weekend" foi o final abrupto, onde o personagem de Ray Milland simplesmente , depois de mais de uma hora de filme, decide parar de beber. Muito de repente, com presença de revólver e uma garota pressionando seria impossível um alcoóltra como ele deixar a bebida naquele exato instante. Mas, tirando este final grosseiro(parece que a produção queria que o filme terminasse a qualquer custo) é altamente recomendável conferir, para os que ainda não viram este clássico do drama.

Algumas ruivas que fizeram história...Parte 2

Ann Sheridan

Clara Bow

Katharine Hepburn

Rhonda Fleming

Virginia Mayo

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Algumas ruivas que fizeram história...

Maureen O'hara - Atendendo à pedidos!

GREER GARSON
                                        
                                          LUCILLE BALL

                  DEBORAH KERR

JEANETTE MACDONALD


ANN MARGRET


                                                                                                                    ELEANOR PARKER





















                                                                                                   SUSAN HAYWARD

                                                                               
RITA HAYWORTH(NATURALMENTE CASTANHA)
                                                 E MARILYN...SIM: ELA ERA RUIVA.

Será mera coincidência?

Dêem uma olhada em Susan Hayward e Marilyn Monroe. Elas estão com a mesma blusa ou é imaginação minha?
Seria bobagem se essa blusa não fosse um dos trajes que Marilyn usou no filme "Bus Stop", 1956. Quem tiver maiores informações sobre como Hayward apareceu com a mesma roupa, postem comentários.

Selo de qualidade para "Cinema Clássico"!

Olá! Depois de um longo período fora da internet por conta do computador em manutenção, o blog está de volta.
No dia 26 de janeiro o "Cinema Clássico" foi contemplado com mais um prêmio. Desta vez o selo de qualidade "Projeto Creativité", de M. da Sala Latina de Cinema. Quem me escolheu foi o meu caro Antonio Nahud Júnior, escritor e jornalista, autor do blog www.ofalcaomaltes.blogspot.com
Gostaria de agradecer a você, Antonio, por ter me escolhido. Sua preocupação em incentivar quem está começando a escrever me deixa emocionada de verdade. Fico muito feliz com a sua solidariedade, tendo em vista que seu trabalho no blog é irretocável.
Bom, todos que recebem o selo escolhem também seus preferidos e colocam aqui. Por favor, meus caros, dêem uma visita neste post para pegar o selo de vocês, ok? Eis os blogs:

www.criticaretro.blogspot.com , de Letícia

www.articlesfilmesantigosclub.blogspot.com , de paulo Néry

www.vintageeblog.blogspot.com , de Júnia

Respondi a um questionário super legal, que faz parte do prêmio.

Um filme nacional: “Cidade de Deus”.

Um diretor: William Wyler e Joseph Mankiewicz.

Um ator estrangeiro: do passado, Van Heflin e Ronald Colman. De hoje, Johnny Depp.

Uma atriz estrangeira: do passado, Vivien Leigh e Greta Garbo. De hoje, Nicole Kidman.

Um ator nacional: Paulo Autran. De hoje, Daniel de Oliveira.

Uma atriz nacional: Eva Wilma.

Um(a) comediante:  Chaplin.

Um(a) dançarino: Fred Astaire.

Um(a) cantor(a) de cinema: Judy Garland e Jeanette Macdonald.

Uma dupla romântica: Greta Garbo e John Gilbert.

Um(a) coadjuvante: Lewis Stone, Thelma Ritter e Jessie Ralph.

Um(a) ator/atriz infantil: Freddie Barttolomew, de “Anna Karenina” e “David Copperfield”.

Um ator belo: Stewart Granger.

Uma atriz bela: Elizabeth Taylor.

Um compositor de cinema: Bernard Herrmann.

Um fotógrafo de cinema: William Daniels.

Um livro sobre cinema: “Greta Garbo – A Cinematic Legacy”, de Mark . A . Vieira.

Uma revista impressa de cinema: A “Première” portuguesa.

Um(a) vilão(ã): Bette Davis em “Servidão Humana”.

Um mocinho: Joseph Cotten em “Duelo ao Sol”.

Uma mocinha: Greer Garson em “Na Noite do Passado”.

Um gênero cinematográfico: Drama.

Um Seriado: “Os Pioneiros”.

Uma adaptação literária para o cinema: “Anna Karenina”, de Clarence Brown, 1935. Adaptado do romance de Tolstói.

Uma frase de cinema: Garbo em “Rainha Christina”, 1933, de Rouben Mamoulien: “Eu tenho imaginado a felicidade. Mas felicidade é uma coisa que não se pode imaginar. Tem que se sentir! A alegria tem que ser sentida!”

Uma premiação: The Golden Globes. Gosto da informalidade deste prêmio, das roupas até a maneira como a cerimônia é apresentada.

Chorou assistindo: “...E O Vento Levou”. E sempre que vejo, choro, nos mais de 10 anos que vejo este filme.

O mais recente filme que viu e gostou: “Alma em Suplício”, de Michael Curtiz.

Obrigada Antonio! 
Um forte abraço a todos!