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quarta-feira, 30 de março de 2011

Elizabeth: crescendo aos olhos da mídia






Ver também sobre Liz: http://telaprateada.blogspot.com/2011/03/elizabeth-taylor-por-ela-mesma.html
e
http://telaprateada.blogspot.com/2011/03/elizabeth-taylor-1932-para-sempre.html

Elizabeth Taylor por ela mesma

Grandes meninas precisam de diamantes grandes.
Elizabeth Taylor

Eu adoro usar jóias, mas não porque elas são minhas. Você não pode ter brilho, pode apenas admirar.
Elizabeth Taylor

Sou uma mulher muito comprometida. E eu deveria estar comprometida também  por ser casada tantas vezes.
Elizabeth Taylor


Eu não acho que o presidente Bush está fazendo absolutamente nada sobre a Aids. Na verdade, eu estou certa de que ele sequer sabe como soletrar Aids.
Elizabeth Taylor


Eu tenho um corpo de mulher e as emoções de uma criança.
Elizabeth Taylor

Eu não li nenhuma das autobiografias sobre mim.
Elizabeth Taylor

Eu realmente não me lembro muito sobre Cleópatra. Havia um monte de outras coisas acontecendo.
Elizabeth Taylor

Suponho que quando atinge uma certa idade alguns homens têm medo de crescer.
Elizabeth Taylor

Acho que finalmente estou crescendo com o tempo.
Elizabeth Taylor

Eu sou uma sobrevivente, um exemplo vivo de que as pessoas podem passar e sobreviver.
Elizabeth Taylor


É estranho que os anos nos ensinam a ter paciência, para que o nosso tempo seja mais curto, maior tem que ser a nossa capacidade de espera.
Elizabeth Taylor

Não é o ter, é o começar.
Elizabeth Taylor


Minha mãe diz que eu só abri meus olhos oito dias depois de eu nascer, mas quando eu abri, a primeira coisa que vi foi um anel de noivado.
Elizabeth Taylor


Alguns dos meus melhores homens foram cães e cavalos.
Elizabeth Taylor


O problema com pessoas que não têm vícios é que geralmente você pode ter certeza que eles vão ter algumas virtudes bem chatas.
Elizabeth Taylor

Quando as pessoas dizem, ‘Ela tem tudo “, eu tenho uma resposta, eu não tive amanhã.
Elizabeth Taylor

Você descobre quem são seus verdadeiros amigos quando você está envolvida em um escândalo.
Elizabeth Taylor
 







 

quarta-feira, 23 de março de 2011

Elizabeth Taylor: 1932 - Para sempre...(atualizado)

Não acreditei na notícia que vi hoje, nos principais telejornais do país. Elizabeth, não! Como você pôde nos deixar? Estamos cada vez mais órfãos. Devo dizer, que agora, mais do que nunca, ficamos completamente sós. A deusa maior da história do cinema, a "lenda viva" não está mais aqui. Eu costumava dizer que Elizabeth sempre vencia: dentre todas as batalhas, de seus casamentos fracassados ao comprometimento com as vítimas do HIV, foi com sua saúde que ela foi mais vitoriosa em toda sua vida. Toda a trajetória de Taylor no cinema foi marcada por doenças, entradas e saídas em hospitais, seu público assustado pensando se ela aguentaria muitos anos. Mulher tão linda. Saúde tão frágil. Viveu 79 anos por sua força e vontade de continuar. Ela queria continuar. Meus caros leitores, minha emoção é muito forte. É difícil aceitar. Mas imagens, em alguns casos, valem mais que 1000 palavras, deixo-lhes com os olhos violeta que tanto nos encantaram, que fizeram com que muitos garotos nos anos 50 e 60 sonhassem. E mais uma vez, digo: Elizabeth, não!

ATUALIZAÇÃO: 


A atriz Elizabeth taylor foi enterrada na tarde desta quinta-feira, 24, no Forest Lawn Cemetery, em Los Angeles(lugar onde também estão sepultados Jean Harlow, Marilyn Monroe e outros). A cerimônia foi planejada pelos familiares e amigos para ser discreta e fechada, durou cerca de uma hora, porém, dezenas de fãs e jornalistas compareceram. O corpo de Elizabeth chegou ao local com 15 minutos de atraso, o que teria sido um pedido da atriz em vida: chegar atrasada ao próprio funeral. No lendário Forest Lawn também jaz o corpo de seu amigo, Michael Jackson. Cerca de 50 amigos  foram dar o último adeus à eterna estrela de cinema. Na semana de sua morte, fãs do mundo inteiro foram até à Calçada da Fama, em Hollywood, onde Elizabeth Tayor está imortalizada com seu nome e estrela, para prestar homenagens, levar flores e outros tipos de tributos. Descanse em paz, Elizabeth.

Familiares de Elizabeth chegando ao Forest Lawn Cemetery
 Elizabeth é capa da Veja desta semana. Link abaixo:
http://veja.abril.com.br/multimidia/galeria-fotos/elizabeth-taylor-morre-aos-79-anos 


A seguir, imagens dos raros olhos cor violeta:







domingo, 20 de março de 2011

Harlow: "Baby Jean" e "sex symbol"

Muitos conhecem o lado sexy de Jean Harlow por causa de seus papéis em filmes como Red Headed Woman, Anjos do Inferno, Mares da China e outros. Porém, muitos que conviveram com a atriz, colegas de elenco e familiares conheceram um lado mais pueril da atriz. Nos estúdios da Metro ela era chamada de "Baby Jean"(tinha só 1,56 de altura). Era dócil, tímida com as câmeras e gostava de ficar em casa. Infelizmente só teve dez anos de carreira, falecendo em 1937, durante as filmagens de Saratoga, com Clark Gable. Sua mãe, uma religiosa fanática em ciência cristã proibiu que a filha fosse hospitalizada. Harlow sentiu todas as dores da insuficiência renal que contraiu, sem poder tomar nenhum medicamento. Abaixo, fotos que nos mostram o lado "moleca" e glamouroso da precursora do platinum blonde( título de um de seus filmes):
                               
                                MOLECA
Na piscina de sua casa
Com um belo hambúrger na mão!
Propaganda da Coca-Cola com Jean
      GLAMOUR & SENSUALIDADE


sábado, 19 de março de 2011

Bette Davis

Se vocês, que visitam Cinema Clássico, rolarem o mouse até o final da página irão perceber uma foto de Bette Davis na secão intitulada Imagem do Dia. Pois é, já era para ter trocado. Confesso que às vezes, quando não tenho tempo de entrar na web, me dou conta 2 dias depois que a foto ainda está lá. Mas desta vez não tive como tirar. Esta imagem de Bette é magnetismo puro, rara beleza. Tanta beleza "prateada", que não consigo removê-la. Decidi escrever algumas coisas sobre ela, já que, graças à internet baixei alguns de seus filmes e esta, por sua vez me encorajou a comprar o box da Warner Coleção Bette Davis - o box brasileiro.
Através dos anos, principalmente ao longo de sua velhice, a atriz concedeu várias e agradáveis entrevistas. Nelas ela é sempre sincera e franca em relação ao seu talento: Bette tinha consciência de seu poder como atriz e falava isso para todos, em rede nacional. Alguns consideram isso arrogância, eu penso que se o ator não se dar o valor, ninguém vai fazer isso por ele. Esse conceito, que parece, à primeira vista, egoísta, se trata da lei da selva. E ninguém melhor do que Davis para ilustrá-lo melhor. Nos anos 30, ela não era a beleza padrão de Hollywood. Tinha vindo do teatro, com muita bagagem. Trabalhou muito em vários filmes, até ser de fato notada em Escravos do Desejo, de 1934, ao lado de Leslie Howard. Neste clássico drama, Bette viveu Mildred Rogers, a garçonete perversa que humilha o personagem de Howard e termina morrendo podre e sozinha, num casebre. Sua atuação fenomenal lhe rendeu mais dois papéis de femme fatale no ano seguinte: Bordertown e Dangerous(quando ganhou seu 1º Oscar de melhor atriz).
A imagem de mulher sedutora, destruidora de homens, no entanto, não fora criada de acordo com sua aparência, mas sim por seu incrível talento. Convencer o público de que aquelas mulheres que interpretava eram capazes de chegar ao poder de qualquer maneira, à qualquer preço, usando os homens como iscas. Isso ela fazia muito bem, então, pra que ser Jean Harlow, não é? Aliás, vendo as fotos de publicidade dos anos 30, não vejo feiúra nela. Muito pelo contrário. Mas Bette estava acima da busca pela aparência perfeita. Ela era o tipo de atriz que não se importava em se enfeiar para conseguir ótimos papéis, como a sequência de Now, Voyager em que ela ainda é tolida pela mãe a ter prazer...a simplesmente ser mulher e aparece de sobrancelhas grossas, mal feitas, óculos fundo de garrafa e roupas pouco atraentes(cabelos idem). Em The Little Foxes foi a mesma coisa: a megera que deixa o marido morrer, negando-se a dar-lhe o remédio tão necessitado não era uma "boneca". Mas que personagem! A nova Bette explodiu nos escritórios dos executivos da Warner exigindo seus direitos de melhores filmes e diretores. Por isso temos hoje toda essa gama de figuras marcantes e diferentes umas das outras, e não "bonecas" semi-iguais em seus trabalhos.
Mas voltando ao assunto do início, sobre se valorizar, se Bette não tivesse pisado com o pé direito em Hollywood, trabalhado muito, não teria conseguido.Como ela mesma costumava dizer "o pior tipo de trabalho. O mais difícil de fazer e o mais difícil caminho de se chegar à fama: trabalhando". Uma vez disse em uma de suas hilárias entrevistas, se referindo ao famoso "teste do sofá", que se tivesse que escolher uma frase para seu túmulo, esta seria: "She did it in the hard way(Ela conseguiu da maneira mais difícil").
Se era cruel, não importa. Ao menos era verdadeira. Bette Davis foi uma mulher trabalhadora e colhedora de belos frutos. E ela se orgulhava em falar sobre isso.
Numa época em que qualquer um faz um filme e os modelos imperam, este é o meu pequeno tributo a esta que é, impreterivelmente considerada uma das maiores atrizes da história do cinema.
Falarei mais dela nos posts seguintes. Bette inspira...

Nos anos 30, a imagem fabricada pelos estúdios. Bette queria mais!
A atuação acima de tudo em Now, Voyager
Em The Little Foxes, mais um trabalho estupendo.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Gene Tierney e Menninger Clinic

Anteriormente em Tela Prateada nós vimos um breve resumo da tumultuada vida de Gene Tierney(ver post Aqui). Os problemas mentais estiveram em sua vida desde o nascimento de sua filha Daria, a 1ª de duas que ela teria com o estilista Oleg Cassini. Em 1946 Gene estava no topo de sua carreira e seus sucessos de bilheteria incluíam "Laura", "Amar Foi Minha Ruína"(o qual foi indicada ao Oscar de melhor atriz, perdendo para Joan Crawford em "Mildred Pierce") e a aclamada adaptação do romance de Sommerset Maugham "O Fio da Navalha". Em contraponto, sua vida pessoal parecia não corresponder ao seu sucesso artístico: o casamento com Oleg se deteriorava cada vez mais, porém o pior para a atriz era constatar o que já era inegável - o estado de saúde de Daria era irreversível, portanto, não havia nada que ela pudesse fazer. A julgar por este fato, Gene aceitou colocá-la em uma instituição mental.

Gene em THE RAZOR'S EDGE, época em que teve de internar sua filha.


Naquela época, se um ator entregasse um parente a uma clínica para doentes mentais, isso significava ter que deixá-lo para sempre. Toda a luta em vão para curar a filha causou danos psicológicos à Gene, que começou a sofrer alucinações enquanto filmava "The Way of a Gaucho" na Argentina, em 1951. Nas cartas que escrevia à Oleg, a atriz jurava estar sendo vítima de uma conspiração da parte de seus colegas. O casamento de 10 anos estava acabado.
Os dias de Tierney ficariam ainda piores quando, ao sofrer um colapso nervoso durante um programa de tv, foi internada no Harkness Pavilion, em Nova York. Na mesma época em que Vivien Leigh fazia tratamentos psiquiátricos, o meio convencional de tratamento eram os eletro-choques, que pouco ajudaram Gene, exaurindo suas forças e queimando sua memória aos poucos. Sua próxima instituição, The Institute of Living, em Connecticut, fundada em 1822, não ajudou a atriz a sair do buraco em que estava, como ela mesma declarava estar. Mais tratamento de choque se seguiram, deixando Gene perdida em seus próprios pensamentos, ao invés de tentar estabelecer uma cura ou um equilíbrio. Já era difícil para ela atuar, e em "The Left Hand of God"(1955), Humphrey Bogart soprava suas falas e ajudava a conduzir sua personagem. Era o começo do fim.

Em THE WAY OF A GAUCHO, 1951
 Depois de um novo colapso, dessa vez com tentativa de suicídio, Gene Tieney foi internada em sua 3ª clínica e a que faria finalmente enxergar resultados em meio a tanta confusão: The Menninger Clinic, em Topeka, Kansas, foi fundada em 1925, pela família Menninger, que era composta pelos médicos C.F Menninger e seus filhos Karl e Will. Juntos eles uniram as técnicas de Freud à ótima relação entre médico/paciente. Interação constante, onde o interno poderia pensar sobre seus problemas e dividí-los com os médicos, sem a idéia do confinamento. Considerado um dos melhores centros de reabilitação do mundo para diversos tipos de desordens mentais, como o Transtorno Bipolar, Depressão aguda e outros, a área conta com piscina, quadra de tênis, sala de jantar, extensa área arborizada para passeio e diversão, dentre outras comodidades.
The Menninger Clinic foi o primeiro lugar que deu a chance a Gene de ser tratada com o respeito que um paciente precisa.

Menninger Clinic - Entrada
Área arborizada composta de 7 prédios para tratamento em grupo ou individual.

Por dentro do Menninger
Quarto de paciente
Em 1959, Gene retornou ao Instituto Menninger após sofrer pressões psicológicas de seus amigos. Os médicos inovaram mais uma vez, sugerindo a ela que trabalhasse perto do local. E assim a atriz foi vista pelos moradores como vendedora em uma loja de roupas, mas ela concordou inteiramente com esse processo. Visitada na loja pela Imprensa, Gene não hesitou em contar suas experiências traumáticas, um marco na história de Hollywood, já que os atores na época evitavam ao máximo expôr seus problemas à mídia.
É lógico que, como conhecemos a história de Gene, ela saiu da clínica, voltou a atuar mas logo parou, pois o trauma dos choques elétricos das outras instituições haviam causado danos irreversíveis à sua mente. Muito frágil, ela lançou sua auto-biografia em 1979, intitulada "Auto-retrato", mas seus problemas não pararam por aí...eles só cabem em outro post.

Frases:
"Eu tive que desistir de uma filha, que nasceu retardada, e logo depois negligenciei a outra"
"Eu jamais teria ajudado a construir o meu futuro se não soubesse como redescobrir meu passado"
"Entrei na Clínica Menninger esperando, ou sonhando que me dessem alta logo"
"Pergunto a mim mesma: eu estaria pior se tivesse passado a vida inteira dentro de uma casa ou fazenda ao invés de todo o eletro-choque e medicamentos?"