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quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Love is a Many Splendored Thing (1955)
Uma das minhas últimas aquisições em dvd, "Suplício de Uma Saudade", é um dos filmes da lista que eu já tinha visto várias vezes mas precisava comprar imediatamente e...nada. A grana sempre curta me colocava na frente dele nas lojas e eu, ali enamorada por aquele clássico romântico. Tão romântico como por muitas vezes eu sonhei nos meus devaneios de menina-mulher. Até que esta semana eis que surgiu a oportunidade de ter para sempre em minha prateleira este renomado drama, dirigido por Henry King, vencedor de 3 Academy Awards em 1955: Desenhista de figurino à cores; melhor trilha sonora e melhor canção original(o tema título do filme). Aliás, a canção original vencedora já daria um post à parte, de tão bela e profunda que é: Love is a Many Splendored Thing não foi só o tema do casal vivido por Jennifer Jones e William Holden, mas com certeza de muitos outros, para várias gerações. Tanto é que ela me emociona também.
A história de amor de uma eurasiana por um médico americano, dividida entre o medo de não pertencer mais à sua terra, a China e de ser preterida por seu povo poderia por muitos ser comparada à Romeu e Julieta, de Shakespeare. Poderia, se não fosse uma história real: o roteiro de John Patrick é baseado na obra de Han Suyin, lançado em 1952. A fotografia de Hong kong é outra obra de arte , além do desempenho dos atores principais. A cena em que a Dra. Suyin recebe a última carta de Mark e sabe que ele "finalmente havia parado de roer as unhas" é a melhor cena de Jennifer no filme. Ela vai correndo contar para sua amiga , tomada de emoção, que agora ele era finalmente dela, pois estava seguro de si: havia parado de roer as unhas. Não sei se os jovens de hoje teriam paciência para assistir a um filme desses...Bem, acho que depois de "Diários de Uma Paixão", que é bem romântico e melodramático e foi muito bem aceito por eles...hmmm...sim, pode ser. A questão é que o cinema ficou tão cheio de ação, super-heróis e super produções com mega efeitos especiais, que as novas gerações não receberam o delicioso presente de crescer com o romance, com o sonho, que é tão legal. A culpa não é dos jovens. É dos produtores de Hollywood, que só pensam em faturar. Então quando vem um "Titanic", um "Diários de Uma Paixão" as pessoas voltam a sonhar. Isso prova que as audiências nunca deixarão de gostar de filmes desse gênero. Eles sempre farão sucesso. Afinal, até para o box office, existe coisa mais esplendorosa do que o amor?
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Para Audrey Hepburn, uma mulher bonita era...
1.
Para ter lábios atraentes, diga palavras doces.
2.
Para ter olhos belos, procure ver o lado bom das pessoas.
3.
Para ter um corpo esguio, divida sua comida com os famintos.
4.
Para ter cabelos bonitos, deixe uma criança passar seus dedos por eles pelo menos uma vez por dia.
5.
Para ter boa postura, caminhe com a certeza de que nunca andará sozinho.
6.
Pessoas, muito mais que coisas, devem ser restauradas, revividas, resgatadas e redimidas; jamais jogue alguém fora.
7.
Lembre-se que, se alguma vez precisar de uma mão amiga, você a encontrará no final do seu braço. Ao ficamos mais velhos, descobrimos porque temos duas mãos, uma para ajudar a nós mesmos, a outra para ajudar o próximo.
8.
A beleza de uma mulher não está nas roupas que ela veste, nem no corpo que ela carrega, ou na forma como penteia o cabelo. A beleza de uma mulher deve ser vista nos seus olhos, porque esta é a porta para seu coração, o lugar onde o amor reside.
9.
A beleza de uma mulher não está na expressão facial, mas a verdadeira beleza de uma mulher está refletida em sua alma. Está no carinho que ela amorosamente dá, na paixão que ela demonstra.
10.
A beleza de uma mulher cresce com o passar dos anos.
Há muito tempo que quero postar estas belíssimas palavras de Audrey no blog. Muitas vezes, em nossas vidas, nos sentimos tristes, deprimidos, achando que nossos problemas acabaram com nossas vidas. Dramatizamos as coisas pois no fundo todo ser humano tem um drama pessoal, uma infelicidade, que o impede de enxergar a beleza ao seu redor. No caso da beleza da própria raça humana, se torna ainda caso mais sério, já que vivemos em um mundo cheio de preconceitos e ideais de belezas impostas por revistas, filmes, novelas. O que a sociedade nos impõe: tanto homens quanto mulheres. Quando passo por uma banca de jornal e vejo aquelas revistas de boa forma e fitness penso logo: " Deus, essas mulheres esculpidas, modeladas não são reais" . E não são. Quando vamos à praia, por exemplo, vemos mulheres e homens de todos os tipos físicos. e são bonitos á sua maneira. Mas são pessoas normais. Têm barriguinha, celulite, estrias. Mas na verdade, isso realmente importa para a busca da felicidade? Até Marilyn Monroe já esteve um pouco mais cheinha, em OS DESAJUSTADOS, de John Houston, e não dexou de ser bela por isso. A verdadeira beleza está em conquistarmos a felicidade interior. aquela reservada para cada um de nós e que está nas pequenas coisas. Caso contrário, jamais conseguiremos ver a beleza. A beleza é etérea e só os fortes conseguem vê-la.
Para ter lábios atraentes, diga palavras doces.
2.
Para ter olhos belos, procure ver o lado bom das pessoas.
3.
Para ter um corpo esguio, divida sua comida com os famintos.
4.
Para ter cabelos bonitos, deixe uma criança passar seus dedos por eles pelo menos uma vez por dia.
5.
Para ter boa postura, caminhe com a certeza de que nunca andará sozinho.
6.
Pessoas, muito mais que coisas, devem ser restauradas, revividas, resgatadas e redimidas; jamais jogue alguém fora.
7.
Lembre-se que, se alguma vez precisar de uma mão amiga, você a encontrará no final do seu braço. Ao ficamos mais velhos, descobrimos porque temos duas mãos, uma para ajudar a nós mesmos, a outra para ajudar o próximo.
8.
A beleza de uma mulher não está nas roupas que ela veste, nem no corpo que ela carrega, ou na forma como penteia o cabelo. A beleza de uma mulher deve ser vista nos seus olhos, porque esta é a porta para seu coração, o lugar onde o amor reside.
9.
A beleza de uma mulher não está na expressão facial, mas a verdadeira beleza de uma mulher está refletida em sua alma. Está no carinho que ela amorosamente dá, na paixão que ela demonstra.
10.
A beleza de uma mulher cresce com o passar dos anos.
Há muito tempo que quero postar estas belíssimas palavras de Audrey no blog. Muitas vezes, em nossas vidas, nos sentimos tristes, deprimidos, achando que nossos problemas acabaram com nossas vidas. Dramatizamos as coisas pois no fundo todo ser humano tem um drama pessoal, uma infelicidade, que o impede de enxergar a beleza ao seu redor. No caso da beleza da própria raça humana, se torna ainda caso mais sério, já que vivemos em um mundo cheio de preconceitos e ideais de belezas impostas por revistas, filmes, novelas. O que a sociedade nos impõe: tanto homens quanto mulheres. Quando passo por uma banca de jornal e vejo aquelas revistas de boa forma e fitness penso logo: " Deus, essas mulheres esculpidas, modeladas não são reais" . E não são. Quando vamos à praia, por exemplo, vemos mulheres e homens de todos os tipos físicos. e são bonitos á sua maneira. Mas são pessoas normais. Têm barriguinha, celulite, estrias. Mas na verdade, isso realmente importa para a busca da felicidade? Até Marilyn Monroe já esteve um pouco mais cheinha, em OS DESAJUSTADOS, de John Houston, e não dexou de ser bela por isso. A verdadeira beleza está em conquistarmos a felicidade interior. aquela reservada para cada um de nós e que está nas pequenas coisas. Caso contrário, jamais conseguiremos ver a beleza. A beleza é etérea e só os fortes conseguem vê-la.
Mais informações sobre Vilma Banky
Eis uma lista de filmes da atriz que ainda podem ser encontrados:
4.A ÁGUIA - 1925 **EM DVD
5. The Son of the Sheik - 1926 **EM DVD
6. The Winning of Barbara Worth(SEM TÍTULO EM PORTUGUÊS) - 1926 **EM DVD
7. The Night of Love (SEM TÍTULO EM PORTUGUÊS)- 1927 (EXIBIDO NA CINEFEST EM NEW YORK EM MARÇO DE 2007)8. The Magic Flame(SEM TÍTULO EM PORTUGUÊS) - 1927 (SOMENTE OS 5 PRIMEIROS ROLOS; GEORGE EASTMAN HOUSE, EM NEW YORK -- ESTA INFORMAÇÃO ESTÁ EM DEBATE) 9. Two Lovers(SEM TÍTULO EM PORTUGUÊS) - 1928 (O MUSEU DE ARTE MODERNA TEM UM 35 MM E UMA CÓPIA DE 16 MM VISÍVEL MAS PARA CADA UM ESTÃO PERDIDOS OS ROLOS 3, 7 E 8 ATÉ O 10)10. A Lady to Love(SEM TÍTULO EM PORTUGUÊS) - 1930 **PODE SER COMPRADO
11. The Rebel (SEM TÍTULO EM PORTUGUÊS)- 1932/33 (AMBAS AS VERSÕES ALEMÃ E AMERICANA ESTÃO DIPONÍVEIS.)
Fonte: Vilma Bank - The Hungarian Rhapsody
THE MAGIC FLAME
A NIGHT OF LOVE
A atriz em THE AWAKENING
4.A ÁGUIA - 1925 **EM DVD
5. The Son of the Sheik - 1926 **EM DVD
6. The Winning of Barbara Worth(SEM TÍTULO EM PORTUGUÊS) - 1926 **EM DVD
7. The Night of Love (SEM TÍTULO EM PORTUGUÊS)- 1927 (EXIBIDO NA CINEFEST EM NEW YORK EM MARÇO DE 2007)8. The Magic Flame(SEM TÍTULO EM PORTUGUÊS) - 1927 (SOMENTE OS 5 PRIMEIROS ROLOS; GEORGE EASTMAN HOUSE, EM NEW YORK -- ESTA INFORMAÇÃO ESTÁ EM DEBATE) 9. Two Lovers(SEM TÍTULO EM PORTUGUÊS) - 1928 (O MUSEU DE ARTE MODERNA TEM UM 35 MM E UMA CÓPIA DE 16 MM VISÍVEL MAS PARA CADA UM ESTÃO PERDIDOS OS ROLOS 3, 7 E 8 ATÉ O 10)10. A Lady to Love(SEM TÍTULO EM PORTUGUÊS) - 1930 **PODE SER COMPRADO
11. The Rebel (SEM TÍTULO EM PORTUGUÊS)- 1932/33 (AMBAS AS VERSÕES ALEMÃ E AMERICANA ESTÃO DIPONÍVEIS.)
Fonte: Vilma Bank - The Hungarian Rhapsody
THE MAGIC FLAME
A NIGHT OF LOVE
A atriz em THE AWAKENING
sábado, 6 de novembro de 2010
"The Single Standard" (1929)
O som já havia chegado no cinema em 1929, mas Garbo continuava silenciosa. Assim permaneceu quando o drama de John S. Robertson THE SINGLE STANDARD, no Brasil intitulado A MULHER SINGULAR, chegou às telas, em julho. O filme começou a ser produzido no início de abril e desta vez Garbo não pôde contar com a ajuda de um de seus melhores amigos na época, William Daniels, que estava trabalhando na fase sonora de Norma Shearer. Então a fotografia ficou a cargo de Oliver Marsh. O mestre de cenários da MGM de então era Cedric Gibbons, o criador da mansão super moderna onde tem início THE SINGLE STANDARD. Desta vez Garbo era Arden Stuart, a mulher que leva seu choffer para dar um passeio de carro à noite. Ela foge da festa chatíssima que acontece naquela casa e de repente o espectador se encontra diante de uma Garbo apaixonada por seu motorista. Os dois estão em um lugar deserto, deitados, e se beijam. Fico imaginando como as pessoas se comportaram em 1929 quando viram a ousadia: uma jovem mulher cujo lema era “viver como os homens vivem. Com mais liberdade”. Como os filmes de Greta eram marcados pelo forte drama, nunca era dado a ela a oportunidade de ter um amor saudável, então o choffer literalmente morre de amor por ela ao se jogar com o carro na água. Mas esta história me deu um certo alívio. Confesso que fiquei muito feliz quando, depois de tentar o amor de um pintor aventureiro, Arden consegue se casar e então forma uma família. Quando o pintor volta de sua viagem de barco ela teme não resistir aos seus encantos, porém o amor pelo filhinho pequeno fala mais alto e ela o dispensa. Típico final feliz de sociedade hipócrita: a mulher com sua família e nada mais. Embora eu não seja moralista ao extremo, adorei a nossa heroína dos anos 20 abraçada com seu filhinho bonitinho, saudável e junto do marido. Enfim, Garbo conseguia fechar a década com uma verdadeira mulher singular: sem tanto drama, sem mortes no final e nem sacrifícios desnecessários. Um final simples. That’s all!
Fonte: VIEIRA, Mark A. Greta Garbo - A Cinematic Legacy, Harry N. Abrams, incorporated, New York, 2005.
Um agradecimento especial à colega Fabbiana Garbo. Obrigada pela generosidade. Do contrário, este texto não teria sido escrito com tantos detalhes.
DOROTHY SEBASTIAN
Stella Dorothy Sabiston nasceu em 26 de abril de 1903, em Birmingham Alabama. Segundo ela mesma disse em uma entrevista, já em Hollywood, nunca pretendeu ser atriz, não foi descoberta por Griffith, não fugiu de casa ainda criança e portanto, sua história não era um sonho antigo realizado. Ela simplesmente "apareceu" em 1924 e começou sua carreira...É claro que isso pode ter sido um pouquinho aumentado por Dot(como era chamada), afinal, ninguém simplesmente "aparece" do nada. Principalmente em Hollywood. Descobri Dorothy em dois dos filmes de Garbo que assisti recentemente: A WOMAN OF AFFAIRS e THE SINGLE STANDARD.
Ela faleceu em 1957, de câncer mas sua carreira já havia encerrado nos anos 40.
Fonte: www.dorothysebastiancom
Ela faleceu em 1957, de câncer mas sua carreira já havia encerrado nos anos 40.
Fonte: www.dorothysebastiancom
Vilma Banky
Lembrei de outra estrela esquecida: Vilma Banky. Apareceu em produções francesas, húngaras e austríacas entre os anos de 1920 a 1925, quando foi descoberta por Samuel Goldwyn, em Budapeste, e assinou contrato. Apelidada em Hollywood como "Rapsódia húngara", foi a atriz de maior bilheteria de Goldwyn em meados e fins dos anos 20, principalmente com Ronald Colman. Seus trabalhos mais conhecidos são ao lado de Rodolfo valentino como a filha de um russo aristocrata, em A ÁGUIA(1925) e uma dançarina árabe em O FILHO DO SHEIK(1926). Seu primeiro filme falado foi THIS IS HEAVEN(1929).
Nascida na Hungria em 1898, não conseguiu sobreviver à mudança do cinema mudo para o falado pois seu sotaque a tornava praticamente ininteligível. Seu último filme foi feito ainda em 1933 - THE REBEL.
Atuou ao lado de Gary Cooper e de seu constante parceiro Ronald Colman em THE WINNING OF BARBARA WORTH(1926), um drama-western dirigido por Henry King. Uma das coisas que marcam o filme é a bela fotografia.
Nascida na Hungria em 1898, não conseguiu sobreviver à mudança do cinema mudo para o falado pois seu sotaque a tornava praticamente ininteligível. Seu último filme foi feito ainda em 1933 - THE REBEL.
Atuou ao lado de Gary Cooper e de seu constante parceiro Ronald Colman em THE WINNING OF BARBARA WORTH(1926), um drama-western dirigido por Henry King. Uma das coisas que marcam o filme é a bela fotografia.
Atrizes que deram um belo "pé" no L.B Mayer
Luise Rainer!
A atriz vienense vencedora do Oscar duas vezes consecutivas nos anos 30. Melhor atriz Por THE GREAT ZIEGFELD(1936), onde interpreta a cantora Anna Held, e THE GOOD EARTH(1937) não se deixou usar pela mente manipuladora de L.B.Mayer e saiu da Metro de cabeça erguida depois da seguinte discussão:
L.B.Mayer: Se eu te fiz atriz, posso muito bem te destruir!
Luise Rainer: Sr.Mayer, eu tenho 25 anos e o senhor tem 60. Quando eu tiver 40, a idade que a maior parte dessas atrizes de sucesso têm hoje, o senhor já terá morrido...
É gente, não foi só Garbo que deu uma bela resposta àquele cara que achava que artistas eram prédios para construir e depois demolir com facilidade...
...aliás, acho que Garbo nem discutia. Simplesmennete dava as costas e ia embora!
A atriz vienense vencedora do Oscar duas vezes consecutivas nos anos 30. Melhor atriz Por THE GREAT ZIEGFELD(1936), onde interpreta a cantora Anna Held, e THE GOOD EARTH(1937) não se deixou usar pela mente manipuladora de L.B.Mayer e saiu da Metro de cabeça erguida depois da seguinte discussão:
L.B.Mayer: Se eu te fiz atriz, posso muito bem te destruir!
Luise Rainer: Sr.Mayer, eu tenho 25 anos e o senhor tem 60. Quando eu tiver 40, a idade que a maior parte dessas atrizes de sucesso têm hoje, o senhor já terá morrido...
É gente, não foi só Garbo que deu uma bela resposta àquele cara que achava que artistas eram prédios para construir e depois demolir com facilidade...
...aliás, acho que Garbo nem discutia. Simplesmennete dava as costas e ia embora!
O estilista Walter Plunkett
1902-1982
Nascido em Oakland, Califórnia, cursou Direito na Universidade da Califórnia, porém se interessou mais pelas peças teatrais montadas no campus. Mudou-se para Nova York em 1923, quando começou carreira como ator de teatro. Lá dentro ele começou a desenvolver seu talento para criar cenários e figurinos. Depois de algum tempo em Greenwich Village, ele voltou para Califórnia, desta vez para Hollywood e arranjou um emprego como figurante. Sua vida de ator foi curta, então resolveu se dedicar à criação de roupas. Mas ele pode ser visto em uma cena do clássico de Erich Von Stroheim A VIÚVA ALEGRE(1925), dançando com a futura famosa estilista Irene.
O primeiro crédito de Walter Plunkett no cinema como estilista foi em 1927, nos estúdios da RKO. Ele criou guarda-roupas de filmes como VIGIL IN THE NIGHT, com Carole Lombard. Nessa época, Plunkett começou a construir seu departamento de criação em roupas, rivalizando com Adrian e Travis Banton.
Seus trabalhos mais reverenciados estão em ...E O VENTO LEVOU e CANTANDO NA CHUVA. Dividiu o Oscar com Irene e Orry-Kelly por SINFONIA DE PARIS, em 1951.
Plunkett se aposentou em 1966 após inúmeros trabalhos no cinema, na Broadway e no Metropolitan Opera House.
Fonte: www.scarlettonline.com
Lana Turner: Final
Lana apostou suas fichas e financiou o filme. Ela decidiu receber um salário menor. As habilidades desenvolvidas em anos de carreira cinematográfica somados aos problemas pessoais que havia passado naquele período fizeram de Imitação da Vida uma de suas melhores interpretações. As salas de cinema testemunharam até a emoção de homens, às lágrimas com a última cena. Um novo desafio veio para Lana ao completar 50 anos - o Teatro. Embora ansiosa e preocupada, não deixou passar a oportunidade de interpretar Ann Stanley, uma glamurosa viúva de 40 anos, na peça Forty Carats. Como de costume, o show e lana foram um sucesso. Forty Carats foi apresentada em várias cidades norte-americanas, incluindo Baltimore, Filadélfia e Chicago. "Ironicamente", ela disse, " oTeatro, uma coisa com a qual eu havia sonhado no início da carreira, havia se tornado naquele momento o novo ramo de minha vida artística". Em 25 de outubro de 1981, The National Film Society concedeu à atriz o prêmio Artistry no Cinema Award. Ainda ocupada com a volta de seu personagem na série de tv Falcon's Crest ela se viu rodeada de quase todas as facetas artísticas. A vida ativa da estrela, agora ícone do cinema, continuou até 1995. Em 29 de junho Lana Turner faleceu de câncer na garganta, com Cheryl ao seu lado. Seus restos mortais foram cremados e entregues à sua filha.
Créditos: The Official Lana Turner Web Site
Tradução: Daniele Rodrigues de Moura
"É um teatro fenomenal, um dos melhores momentos do drama, em linguagem cinematográfica, e uma visível interação entre atriz, diretor e câmera, que conseguiram criar um maravilhoso e mágico mundo de poesia dramática nas telas. Infelizmente, foi ainda nessa época qu
e Lana começou a receber telefonemas e flores de um homem chamado John Steele.
Quando ela descobriu enfim que ele era o perigoso Johnny Stompanato, já tinham completado dois meses de namoro. A atriz tentou terminar o relacionamento e recomeçar uma vida normal, mas Johnny começou com ameaças perigosas. Em uma delas ele dizia que ela jamais poderia deixá-lo e continuar vivendo. Durante uma discussão violenta, a filha Cheryl sentiu que Johnny iria matar sua mãe, então pegou uma faca de cozinha e o matou. A justiça considerou o fato de Cheryl ter matado por defesa de Lana. Assim, ela não foi presa.
Créditos: The Official Lana Turner Web Site
e Lana começou a receber telefonemas e flores de um homem chamado John Steele.Quando ela descobriu enfim que ele era o perigoso Johnny Stompanato, já tinham completado dois meses de namoro. A atriz tentou terminar o relacionamento e recomeçar uma vida normal, mas Johnny começou com ameaças perigosas. Em uma delas ele dizia que ela jamais poderia deixá-lo e continuar vivendo. Durante uma discussão violenta, a filha Cheryl sentiu que Johnny iria matar sua mãe, então pegou uma faca de cozinha e o matou. A justiça considerou o fato de Cheryl ter matado por defesa de Lana. Assim, ela não foi presa.
Apesar de sua
indicação ao Oscar de melhor atriz por Peyton Place, Lana achava que o escândalo levaria sua carreira para a ruína. Mas ela recuou com o pensamento, soube lidar com os repórteres na época e acabou aceitando o papel de Lora Meredith em Imitation of Life.
Continua...
indicação ao Oscar de melhor atriz por Peyton Place, Lana achava que o escândalo levaria sua carreira para a ruína. Mas ela recuou com o pensamento, soube lidar com os repórteres na época e acabou aceitando o papel de Lora Meredith em Imitation of Life.Créditos: The Official Lana Turner Web Site
Lana Turner: continuação...
Quando os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial, Lana iniciou um circuito de viagens de trem em benefício dos soldados norte-americanos. Ela mesma escrevia seus discursos e prometia um beijo a cada soldado que conseguisse pelo menos 50.000 dólares de bônus, ou mais. "E eu mantive aquela promessa até o fim", ela disse. "Me disseram que o orçamento passou de milhões de dólares". Em 1945, negociações com a MGM deram à atriz 4.000 dólares por semana como salário. Junto veio a surpresa de que o papel principal de The Postman Always Rings Twice era dela. Ela estava estática: "finalmente o papel com que eu tanto sonhava agora era meu". Com o papel obtido o autor da obra adorou o fato de ter Lana como Cora. E lhe coube perfeitamente. Até hoje as cenas da mulher adúltera, a femme fatale, são consideradas dentre as mais sensuais de todos os tempos. Em 1948 Turner iniciou as filmagens de The Three Musketeers. Ela era Lady De Winter e contracenava com Vincent Pr
ice - Richelieu, na história. "Eu comecei a observá-lo e todo o processo foi um grande desafio. Eu acabei descobrindo coisas em mim que jamais imaginei capaz de fazer", disse Lana mais tarde. "Detalhes simples como outro modo de balançar a cabeça, de mexer com as luvas". Agora era permitido a ela improvisar e criar situações que não estavam no script. A liberdade artística e os figurinos extravagantes fizeram com que esta fosse uma de suas performances favoritas. "Lana estava coberta de jóias e figurinos belíssimos", apontou uma crítica. "A primeira cena dela dentro de uma carruagem escura enriqueceu ainda mais sua performance dramática"....quando ela começa a caminhar lentamente em direção à luz do technicolor, o público reagiu de modo diferente e pareciam estar flutuando. Ela não era real. Uma deusa de verdade". A já celebrada carreira de Lana cresceu ainda mais quando ao lado de Kirk Douglas começou a filmar The Bad and The Beautiful. O filme concorreu a 5 Oscars, ganhando os de melhor roteiro e figurino. Continua...
Créditos: The Official Lana Turner Web Site
ice - Richelieu, na história. "Eu comecei a observá-lo e todo o processo foi um grande desafio. Eu acabei descobrindo coisas em mim que jamais imaginei capaz de fazer", disse Lana mais tarde. "Detalhes simples como outro modo de balançar a cabeça, de mexer com as luvas". Agora era permitido a ela improvisar e criar situações que não estavam no script. A liberdade artística e os figurinos extravagantes fizeram com que esta fosse uma de suas performances favoritas. "Lana estava coberta de jóias e figurinos belíssimos", apontou uma crítica. "A primeira cena dela dentro de uma carruagem escura enriqueceu ainda mais sua performance dramática"....quando ela começa a caminhar lentamente em direção à luz do technicolor, o público reagiu de modo diferente e pareciam estar flutuando. Ela não era real. Uma deusa de verdade". A já celebrada carreira de Lana cresceu ainda mais quando ao lado de Kirk Douglas começou a filmar The Bad and The Beautiful. O filme concorreu a 5 Oscars, ganhando os de melhor roteiro e figurino. Continua...Créditos: The Official Lana Turner Web Site
Lana Turner: continuação...
Leroy achou que seu apelido "Judy" era muito planejado. Julian Jean já estava em uso, então os dois se reuniram para decidir qual seria seu nome artístico. "O que acha de Lana?", ele perguntou. Lana repetiu o nome várias vezes seguidas até o diretor falar "É isso! Você é Lana Turner!".
A princípio Lana foi escalada para o filme They Won't Forget em que era a estudante Mary Clain e apesar de ser um pequeno papel, Lana foi notada rapidamente. The Hollywood Reporter escreveu; "Não faria muita diferença o papel da estudante assassinada. Mas foi interpretada por Lana Turner, portanto, é mais do que uma pequena participação. Essa garota tem uma beleza misturada com vivacidade, personalidade e charme". Após o lançamento do filme, Lana já era chamada de "Sweater Girl", devido a uma sweater azul bem justa que havia usado.
Mesmo com a boa receptividade, Lana nunca achou que se tornaria de fato uma atriz. "Eu fiz meu primeiro filme desesperançosa, achando que aquilo não passava de uma coisa de momento", disse ela. " Se eu pudesse imaginar e saber o que viria em diante, todas as pessoas influentes que passariam pela minha vida, com certeza jamais teria pensado daquele jeito". Leroy escalou Lana para mais um filme - The Great Garrick, depois de terminadas as filmagens ele a apresentou a Samuel Goldwin e juntos fizeram The Adventures of Marco Polo. Durante as filmagens de Marco Polo, Goldwyn exigiu que as sobrancelhas de Lana fossem raspadas e que lhe aplicassem uma outra preta, falsa, presa com cola. Desde então, naquele ano de 1937 suas sobrancelhas nunca mais cresceram e ela teve que pintá-las com lápis pro resto da vida.
Quando Leroy deixou a Warner pela MGM ele levou Lana com ele. O salário da garota de 15 anos dobrou de cinquenta para cem dólares por semana. Lana estava deslumbrada. A primeira coisa que fez com o dinheiro foi comprar uma casa para ela e a mãe morarem. Daquele momento em diante o salário da atriz continuou a crescer. Após 1 ano na MGM ela já estava ganhando 250 dólares por semana, e quando atingiu os 20 anos de idade ela passou a receber 1.500 por semana. Ela adorava o clima leve da MGM e passou a fazer amizades com artistas novatos no estúdio. "Nós éramos jovens, tínhamos beleza, dinheiro e portas abertas para nós", ela relembrou mais tarde. Se alguém a reconhecesse na rua ela simplesmente ria e dizia "Oh, não, não. Eu só me pareço com ela".
CONTINUA...
Créditos: The Official Lana Turner Web Site
LANA TURNER
Lana Turner odiava ser chamada de "Sweater Girl"(A Garota do Sweater, em Inglês).
Nasceu Julia Jean Mildred Turner, em Wallace, Idaho, no dia 8 de fevereiro de 1921. Seus pais eram John e Mildred Turner. O histórico de parto na família é complicado, e vem desde a avó materna de Lana. Acabou chegando até ela, que mais tarde concebeu sua filha Cheryl e só conseguiu mantê-la viva após transfusão de sangue. Mesmo assim não conseguiu ter mais filhos, como desejava.
Lana passava suas noites dançando e ouvindo música com os pais, durante a infância. Vários anos depois ela relembrou que sua paixão por música e dança nasceu daquelas noites. Seu pai, que era um excelente jogador de cartas, trabalhava em minas. O trabalho duro de lá ajudou-o a sustentar a família em tempos difíceis. Uma trajédia se abateu quando John foi assaltado e morto depois de ter ganho dinheiro em um dos jogos os quais participava. Lana ficou desolada e soube que seu pai queria comprar um brinquedo para sua irmã com o dinheiro que ganhou.
Lana adorava ir ao cinema. Toda semana ela economizava o dinheiro do lanche para a matineé de sábado, que custava 25 centavos. Sua admiração pelas roupas de Kay Francis e Norma Shearer refletiu em sua própria carreira, o que a tornou popular também por possuir um dos guarda-roupas mais luxuosos de Hollywood. Na verdade, Lana disse uma vez que se não tivesse se tornado atriz de cinema teria seguido a carreira de estilista de moda.
Em busca de uma vida melhor, ela e sua mãe mudaram-se para a Califórnia. Um dia depois da escola, a jovem de 15 anos saiu para tomar uma coca-cola. Ao contrário da lenda ela não estava na Shwab's Drugstore, mas no Top Hot Café, uma loja no cruzamento com a Hollywood High.
Quando W.R Wilkerson, publicista do Hollywood Reporter matava sua sede na loja, viu Lana. Ele se apresentou, deu a ela seu cartão e disse para ela ligar para o agente Zeppo Marx. Isso, junto com uma carta escrita por ele mesmo ajudou Lana a conhecer o diretor Mervyn LeRoy.
CONTINUA...
Créditos:http://www.cmgww.com/stars/turner/index.html(Lana Turner Official Website)
Nasceu Julia Jean Mildred Turner, em Wallace, Idaho, no dia 8 de fevereiro de 1921. Seus pais eram John e Mildred Turner. O histórico de parto na família é complicado, e vem desde a avó materna de Lana. Acabou chegando até ela, que mais tarde concebeu sua filha Cheryl e só conseguiu mantê-la viva após transfusão de sangue. Mesmo assim não conseguiu ter mais filhos, como desejava.
Lana passava suas noites dançando e ouvindo música com os pais, durante a infância. Vários anos depois ela relembrou que sua paixão por música e dança nasceu daquelas noites. Seu pai, que era um excelente jogador de cartas, trabalhava em minas. O trabalho duro de lá ajudou-o a sustentar a família em tempos difíceis. Uma trajédia se abateu quando John foi assaltado e morto depois de ter ganho dinheiro em um dos jogos os quais participava. Lana ficou desolada e soube que seu pai queria comprar um brinquedo para sua irmã com o dinheiro que ganhou.
Lana adorava ir ao cinema. Toda semana ela economizava o dinheiro do lanche para a matineé de sábado, que custava 25 centavos. Sua admiração pelas roupas de Kay Francis e Norma Shearer refletiu em sua própria carreira, o que a tornou popular também por possuir um dos guarda-roupas mais luxuosos de Hollywood. Na verdade, Lana disse uma vez que se não tivesse se tornado atriz de cinema teria seguido a carreira de estilista de moda.
Em busca de uma vida melhor, ela e sua mãe mudaram-se para a Califórnia. Um dia depois da escola, a jovem de 15 anos saiu para tomar uma coca-cola. Ao contrário da lenda ela não estava na Shwab's Drugstore, mas no Top Hot Café, uma loja no cruzamento com a Hollywood High.
Quando W.R Wilkerson, publicista do Hollywood Reporter matava sua sede na loja, viu Lana. Ele se apresentou, deu a ela seu cartão e disse para ela ligar para o agente Zeppo Marx. Isso, junto com uma carta escrita por ele mesmo ajudou Lana a conhecer o diretor Mervyn LeRoy.
CONTINUA...
Créditos:http://www.cmgww.com/stars/turner/index.html(Lana Turner Official Website)
Jean Harlow e a cena final de "Reckless", 1935
Reckless, um musical produzido por David Selznick e dirigido por Victor Flemming( a dupla de ...E O Vento Levou) foi uma surpresa para mim, ao ver Jean Harlow como a boa moça. Lançado em 1935 pela MGM, traz um Mickey Rooney ainda criança, em uma única cena.
Mas voltando à Harlow, que surgiu como a vamp que sacaneava tanto os caras que deixava, a ponto de quererem estrangulá-la, estrela esta produção em que não dança, mas flutua, saltita para lá e para cá, especialmente na cena em que participa de uma festa na casa do marido, um playboy milionário Bob Harrison, vivido por Franchot Tone.
A personagem de Harlow se chama Mona Leslie, uma dançarina da Broadway delicada e querida por todos, principalmente pelos seus dois admiradores - Ned(William Powell) e Bob(F.Tone). O personagem de Powell é o agente de Mona, e a corteja. Até o playboy Bob entrar em cena. Mona se apaixona por ele e os dois se casam. Daí em diante o filme passa de musical a drama. Harlow é humilhada pelo pai de Bob, que não aceita a união do filho com uma dançarina da Broadway e ao invés disso preferia que ele se casasse com Jo(Rosalind Russel).
O casal vai viver na mansão da família de Bob e as coisas se complicam até ele se embebedar na festa de casamento de Jo e maltratar Mona, já na presença de Ned. Completamente Bêbado, infeliz com o casamento de sua antiga namorada, Bob se mata com um tiro em seu quarto. Incriminada pela imprensa como autora do crime, Mona recusa o dinheiro oferecido pelo pai de Bob. Outra cena ótima de Jean. A ex-atriz, agora com um filho, decide criar o menino longe da família do ex-marido e começa uma luta para voltar com sua carreira. Desprezada pelos produtores ela decide aceitar a ajuda de ned, ainda apaixonado, e assim ele monta um show para ela.
A cena final é o ponto forte do filme. Harlow sozinha no palco canta para uma audiência que começa a vaiá-la e jogar coisas sobre ela. A atuação de Jean é tão cheia de emoção quando sua personagem, chorando tenta em vão terminar seu número. É angustiante vê-la tentar cantar debaixo de vaias e palmas maldosas. Ela então pára quando uma mulher levanta da cadeira e a chama de assassina. "Como vocês ousam? Eu não o matei e não aceitei um centavo, se é isso que vocês querem saber. Eu o amei. Tentei dar a ele uma vida feliz mas não consegui. Sua infelicidade era muito grande. Agora, se esta for a última música que cantarei para vocês, me deixem ao menos terminar". Reckless pode não ser grande como musical, mas como drama é estupendo e mostra ao público uma Jean Harlow diferente de Hell's Angels ou Mares da China. Então Mona, ferida pela reação do público, tem seus olhos cheios de lágrimas. Ela termina a canção e é ovacionada pela platéia. Ao retornar canta Reckless encostada na lateral do palco. Um William Powell escondido atrás da enorme pilastra, se declara a ela entre suas falas e ela segura sua mão. O discurso da atriz para a platéia, os olhos marejados, sua figura sozinha no palco imenso seria capaz de emocionar até os anti-Harlow. Magnífico! Prova de que as Bombshells podem surpreender mais do que o esperado.
Postado por Daniele
Mas voltando à Harlow, que surgiu como a vamp que sacaneava tanto os caras que deixava, a ponto de quererem estrangulá-la, estrela esta produção em que não dança, mas flutua, saltita para lá e para cá, especialmente na cena em que participa de uma festa na casa do marido, um playboy milionário Bob Harrison, vivido por Franchot Tone.
A personagem de Harlow se chama Mona Leslie, uma dançarina da Broadway delicada e querida por todos, principalmente pelos seus dois admiradores - Ned(William Powell) e Bob(F.Tone). O personagem de Powell é o agente de Mona, e a corteja. Até o playboy Bob entrar em cena. Mona se apaixona por ele e os dois se casam. Daí em diante o filme passa de musical a drama. Harlow é humilhada pelo pai de Bob, que não aceita a união do filho com uma dançarina da Broadway e ao invés disso preferia que ele se casasse com Jo(Rosalind Russel).
O casal vai viver na mansão da família de Bob e as coisas se complicam até ele se embebedar na festa de casamento de Jo e maltratar Mona, já na presença de Ned. Completamente Bêbado, infeliz com o casamento de sua antiga namorada, Bob se mata com um tiro em seu quarto. Incriminada pela imprensa como autora do crime, Mona recusa o dinheiro oferecido pelo pai de Bob. Outra cena ótima de Jean. A ex-atriz, agora com um filho, decide criar o menino longe da família do ex-marido e começa uma luta para voltar com sua carreira. Desprezada pelos produtores ela decide aceitar a ajuda de ned, ainda apaixonado, e assim ele monta um show para ela.
A cena final é o ponto forte do filme. Harlow sozinha no palco canta para uma audiência que começa a vaiá-la e jogar coisas sobre ela. A atuação de Jean é tão cheia de emoção quando sua personagem, chorando tenta em vão terminar seu número. É angustiante vê-la tentar cantar debaixo de vaias e palmas maldosas. Ela então pára quando uma mulher levanta da cadeira e a chama de assassina. "Como vocês ousam? Eu não o matei e não aceitei um centavo, se é isso que vocês querem saber. Eu o amei. Tentei dar a ele uma vida feliz mas não consegui. Sua infelicidade era muito grande. Agora, se esta for a última música que cantarei para vocês, me deixem ao menos terminar". Reckless pode não ser grande como musical, mas como drama é estupendo e mostra ao público uma Jean Harlow diferente de Hell's Angels ou Mares da China. Então Mona, ferida pela reação do público, tem seus olhos cheios de lágrimas. Ela termina a canção e é ovacionada pela platéia. Ao retornar canta Reckless encostada na lateral do palco. Um William Powell escondido atrás da enorme pilastra, se declara a ela entre suas falas e ela segura sua mão. O discurso da atriz para a platéia, os olhos marejados, sua figura sozinha no palco imenso seria capaz de emocionar até os anti-Harlow. Magnífico! Prova de que as Bombshells podem surpreender mais do que o esperado.
O Último Filme de Vivien
Ship of Fools, 1965. Dirigido e produzido por Stanley Kramer. Escrito por Abby Mann; Cenários criados por Joseph Kish; Figurinos desenhados por Bill Thomas.
8 vezes indicados ao Oscar, incluindo melhor filme.
Academy Award: Melhor fotografia em preto e branco.
Kramer disse, em depoimento para o documentário "Vivien: Scarlett and Beyond" que foi muito difícil filmar com ela naquela época por causa das crises de bipolaridade de Vivien. "Ela começava a filmar e de repente começava a tremer e não parava mais. Era uma coisa muito triste de se ver", afirmou o diretor.
Ship of Fools é um excelente filme , denso, que trata sobre profundas questões pessoais de passageiros de um navio e sobre como o ser humano muitas vezes dificulta as coisas. A produção coloca cada personagem com seu drama. Os vários riscos de se começar um relacionamento amoroso(como a personagem de Elizabeth Ashley), a amargura de uma senhora por não aceitar que envelheceu ou não aceitar que a vida não é só juventude superficial(Vivien Leigh). Ainda traz uma brilhante interpretação de Simone Signoret e seu dilema ao subnegar o amor pelo médico Shumann(Oskar werner). Este filme vale a pena cada minuto.
8 vezes indicados ao Oscar, incluindo melhor filme.
Academy Award: Melhor fotografia em preto e branco.
Kramer disse, em depoimento para o documentário "Vivien: Scarlett and Beyond" que foi muito difícil filmar com ela naquela época por causa das crises de bipolaridade de Vivien. "Ela começava a filmar e de repente começava a tremer e não parava mais. Era uma coisa muito triste de se ver", afirmou o diretor.
Ship of Fools é um excelente filme , denso, que trata sobre profundas questões pessoais de passageiros de um navio e sobre como o ser humano muitas vezes dificulta as coisas. A produção coloca cada personagem com seu drama. Os vários riscos de se começar um relacionamento amoroso(como a personagem de Elizabeth Ashley), a amargura de uma senhora por não aceitar que envelheceu ou não aceitar que a vida não é só juventude superficial(Vivien Leigh). Ainda traz uma brilhante interpretação de Simone Signoret e seu dilema ao subnegar o amor pelo médico Shumann(Oskar werner). Este filme vale a pena cada minuto.
Norma Shearer
NORMA SHEARER(1902-1983), um dos maiores sucessos da Metro nos anos 30 era totalmente dedicada a seu marido, chefe de Produção do estúdio, o brilhante Irving Thalberg. Outra coisa que tinha sempre em mente era sua carreira.
Quando Thalberg morreu, vítima de um segundo ataque cardíaco, Norma se isolou na casa de praia do casal durante meses, se recusando a ver quem quer que fosse. Irving havia moldado sua carreira, era seu amigo e Norma correspondia a tudo isso, estando sempre a seu lado. Postado por Daniele
Quando Thalberg morreu, vítima de um segundo ataque cardíaco, Norma se isolou na casa de praia do casal durante meses, se recusando a ver quem quer que fosse. Irving havia moldado sua carreira, era seu amigo e Norma correspondia a tudo isso, estando sempre a seu lado. Postado por Daniele
Raintree County, 1957
Dirigido por Edward Dmytryk, o drama de guerra estrelado por Elizabeth Taylor, Montgomery Clift e Eva Marie saint, foi duramente criticado desde o seu lançamento. Até hoje é possível ler comentários de pessoas que simplesmente detestaram o filme. A maior parte das reclamações gira em torno do longo tempo de duração e da falta de energia e dinamismo do filme. Discordei totalmente dessas observações, quando tive a oportunidade de assistí-lo, esta semana. Os pontos altos da produção, criada a partir da novela de Ross Lockridge Jr, sem dúvidas, são: a atuação de Elizabeth Taylor como a quase insana Susanna Drake. Ela consegue passar para o público, a imagem do deficiente mental diferente de muitas já apresentadas nas telas(geralmente quebrando a casa toda e berrando todo o tempo). A Susanna de Liz é confusa e perturbada, sim, mas consegue ser realista, ao mesmo tempo. Misturando frases como a da cena em que seu bebê com Johnny(Clift) nasce - "Mas existe um outro menino. Cadê o outro, Johnny???", e outras como "Você é bom demais pra mim, John", trouxeram à personagem, e por consequência, ao espectador, a idéia de que Susanna não era de todo louca. Enquanto tentava viver uma vida normal ao lado do marido, surgiam os fantasmas do passado e a atormentavam. Nós, sentados no sofá, sabíamos que ela se sentia frustrada quando mudava de comportamento. Ela tinha total consciência de seu distúrbio, por isso deixa transparecer sempre para John que estava atrapalhando a vida dele. Logo depois, percebia que não podia viver sem ele e pergunta: "Você nunca vai me deixar, não é?", ou faz afirmações e pedidos de ajuda para tentar mudar de comportamento e seguir sua história adiante. Presa à infância, mantém as bonecas no quarto de casal. Vez ou outra vemos carregar um de seus bonecos para lá e para cá, um deles parcialmente queimado pelo incêndio que destruiu sua casa e vitimou sua família, numa história envolta de mistérios que sua própria perturbação impede de interrá-los. No início da história, John está envolvido com Nell(Eva Marie). Mas ele conhece Susanna e se apaixona, encerrando o outro romance. Outro ponto forte em Raintree County são as cenas de batalhas dos soldados, durante a Guerra Civil Americana. A belíssima atuação de Lee Marvin, como Orville Perkins, está presente na cena em que ele é ferido e morto por um inimigo. E outros momentos lindos, como o reencontro de John com seu filho Jim, por quem havia por tanto tempo procurado. Perdido pela ausência de seu filho e esposa, John entra para a guerra. Susanna havia fugido de casa sem deixar pistas. Fraca é a cena em que o personagem de Clift a reencontra, vivendo em um hospício, depois de já ter encontrado o filho: frios os dois, estáticos, com um diálogo ralo, do tipo: "Eu te amo. Volta pra casa", e ela responde "Tudo bem". Claro que não foi assim, mas a idéia do reencontro é essa. O final, que muitos não gostaram, envolve a morte de Susanna. Havia se suicidado? Assassinada? Mal súbito? As pessoas ficaram perdidas(confesso que também fiquei). Mas parando para refletir, mais tarde, cheguei à seguinte conclusão: Susanna parte com o filho em busca da "árvore da vida". Ao encontrá-la, deixa o menino deitado debaixo dela, para que John pudesse ver o presente que ela havia deixado para ele, depois de tanto trabalho que tinha causado. Tenho para mim que ela resolveu sair da vida dele, para que ele pudesse ter a felicidade que merecia. A despeito de tudo o que já foi dito de ruim sobre Raintree County, me encantou do início ao fim, sem a monotonia de que tanto reclamaram. Belíssimo filme, com trilha sonora impecável de Johnny Green.
Postado por Daniele
Vivien e Marilyn
Foi Vivien Leigh quem sugeriu a Laurence Olivier que escalasse Marilyn Monroe em The Prince and The Showgirl. A atriz inglesa havia sido o par romântico de Olivier na sua versão teatral , na companhia Old Vic, em Londres.
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